Como um diário, colocarei de tempos em tempos as minhas impressões sobre questões existenciais, dos sistemas que convivo, enfim da vida.
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terça-feira, 20 de janeiro de 2026
Na caminhada
Na caminhada pastoral, por vocação e chamado, vivemos, vemos, sentimos, pensamos...
Dentro das nossas limitações pessoais, espirituais e materiais, construimos algumas observações. Erramos, acertamos, aprendemos, ou precisamos errar novamente para adquirir mais experiência. Mas, por chamado, assumimos responsabilidades que são difíceis de explicar e, por vezes, nos sentimos responsáveis até mesmo por aqueles que preferem viver no pedestal de suas arrogâncias, vaidades, egoísmo, impessoalidades...
Na caminhada pastoral, visitar redes sociais, por vezes, gera uma profunda tristeza em condutas de líderes religiosos, em posicionamentos de sistemas religiosos, mas, sobretudo, a maior tristeza é verificar as postagens de cristãos próximos, quanta incoerência! Nas visitações pessoais, não acontece muito diferente, por vezes você se coloca a escutar e ao invés de ouvir do visitado sobre si, ouço sobre os outros...triste. Não coaduna com a fé. Tem coisas que não "batem". Uma delas é verdadeiramente pensar, ou melhor, ter a certeza de que as suas conjecturações, as suas "verdades", as suas fontes de informação são as melhores, maiores e tudo o mais é lixo.
Não bate, nao combina, você pensar que não existem outras fontes, outras construções ideológicas fora da "caixinha", que você vive. Existe um mundo de informações muito maiores do que o seu "mundinho" pessoal.
Não bate, não combina, você pensar ou afirmar, diante de falas e posturas que só existem no seu mundo que gira ao redor do seu umbigo.
Isso é arrogância, prepotência, vaidade. A vaidade é tão venenosa que o autor de Eclesiastes muito a afirma. A vaidade cega, deixa surdo, mas enche a tua boca.
Eu sigo observando e sofrendo como um pai, ou melhor, um amigo. Como diz em Provérbios 22.4, "...a recompensa da humildade e o temor do Senhor são a riqueza, a honra e a vida.".
Em Romanos 12.3 diz, "Por isso, pela graça que me foi dada digo a todos vocês: Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter. Mas, ao contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu.
Tudo gira ao meu redor e quando não estou satisfeito, grito, brigo, ou me faço de vítima. Como servos do Senhor, não combina, não há lógica. É algo tão ilógico que não se encontra explicação.
A vaidade é venenosa, mas é escolhida.
Em Apocalipse 3.14-22 diz: "¹⁴ E ao anjo da igreja de Laodiceia escreve: Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus:
¹⁵ Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; quem dera foras frio ou quente!
¹⁶ Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.
¹⁷ Como dizes: Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu;
¹⁸ Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças; e roupas brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os teus olhos com colírio, para que vejas.
¹⁹ Eu repreendo e castigo a todos quantos amo; sê pois zeloso, e arrepende-te.
²⁰ Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei até ele, e com ele cearei, e ele comigo.
²¹ Ao que vencer lhe concederei que se assente comigo no meu trono; assim como eu venci, e me assentei com meu Pai no seu trono.
²² Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.
Consequências de tudo que escrevi até agora. Mornidão espiritual, orgulho, autossuficiência. Consideravam-se ricos, porém eram pobres, cegos e mornos. Dependentes de si mesmos, tinham um autopercepção de superioridade, "...ninguém tenha de si mesmo conceito mais elevado...". Enquanto Igreja, indiferença espiritual. Para Jesus isto é repulsivo.
Cristãos mornos não são úteis para o Senhor. Egoístas e vaidosos não oferecem refrigério aos cansados e nem cura aos doentes espirituais. Mas se a pessoa está adoecida pela vaidade? O remédio é a oração. É despojar-se do desejo de permanecerem com as suas doenças, que tanto lhes confortam. Sofro em vê-las assim e oro por elas. Pelas que lutam, eu caminho junto, pois também luto.
Jesus dá o caminho para aqueles que estão doentes, mas precisam querer. Se pois zeloso. Jesus não abandona, mas não força. A pergunta é se os mornos vão abrir a porta e deixarem Jesus cumprir a sua promessa de restauração.
Como eu gostaria que ouvissem e assimilassem...
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